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Confira detalhes sobre o Estudo sobre Inovação Aberta em Educação

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Parceria entre Centro de Inovação para a Educação Brasileira (Cieb) e Instituto Educadigital surgiu durante Oficina de Cocriação sobre Educação do 3º Plano de Ação na Parceria para Governo Aberto (OGP).
por publicado: 05/12/2016 10h40 última modificação: 05/12/2016 11h14

No dia 29 de novembro, o Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB) lançou o estudo “Inovação Aberta em Educação – Conceitos e Modelos de Negócio”, durante o I Encontro Brasileiro de Governo Aberto, em São Paulo. O documento, elaborado por Priscila Gonsales e Débora Sebriam, do Instituto Educadigital, tem como proposta discutir de que forma o movimento de inovação aberta pode impactar o mercado educacional. Para isso, é necessário discutir políticas públicas de incentivo a recursos digitais, caminhos para a sustentabilidade financeira das empresas e start-ups, o papel do investimento privado e oportunidades e desafios para a construção de um cenário propício à inovação aberta em educação, prezando pela pluralidade, colaboração e transparência.

A sociedade atual, influenciada pela revolução digital e pela expansão do acesso à informação, tem questionado o modelo econômico vigente. Em oposição ao foco tradicional da economia capitalista centrada na concorrência e com finalidade única de lucro, surge o conceito de Economia do Bem Comum, que se baseia em valores como colaboração, compartilhamento e pluralidade.

Nesse contexto emerge o conceito de Inovação Aberta. Cunhado no início dos anos 2000 a partir dos estudos do professor Henry Chesbrough, PhD em Administração de Empresas e diretor do Center for Open Innovation na Universidade da Califórnia, em Berkeley, o conceito define que inovação deixa de ser algo restrito ao âmbito privado das grandes corporações e passa a ser entendido como ação que se baseia no envolvimento de diferentes atores sociais, transparência e cocriação.

A Educação Aberta entra como uma vertente desse pensamento. A ideia é buscar alternativas sustentáveis para algumas das barreiras que tangenciam o direito à uma educação de qualidade.

“Na última década, a Educação Aberta ganhou força em distintos setores da sociedade gerando acesso ao conhecimento, inovação das práticas pedagógicas, cultura do compartilhamento, e também, uma nova demanda por recursos e serviços que estreitam essa troca e a construção colaborativa do saber”

Viabilizar a construção de uma Educação Aberta envolve o engajamento e o diálogo entre Estado, setor privado e sociedade civil. Uma das frentes mais conhecidas desse diálogo são os Recursos Educacionais Abertos (REA), “materiais de ensino, aprendizado, e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, que estão sob domínio público, ou estão licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros”, segundo definição da Unesco.

O desafio, no caso do setor privado, é encontrar modelos de negócios viáveis a partir de recursos abertos. Tomando como referência cases de empresas alinhadas à economia colaborativa, o que se apresenta como caminho é avaliar a sustentabilidade financeira sob outras premissas para além de produtos prontos ou criados para um fim único, gerando valor a partir de serviços e atividades mais flexíveis e customizáveis. Como consequência, quando em diálogo com políticas públicas de forma a dar autonomia aos gestores e docentes, as iniciativas da área social privada ou dos negócios sociais podem trazer resultados satisfatórios e inovadores.

 Esse é o caminho percorrido pelo estudo “Inovação Aberta em Educação – Conceitos e Modelos de Negócio” que, a partir dos questionamentos “De que forma o cenário de Inovação Aberta pode contribuir com as mudanças disruptivas que queremos levar para a educação?”, “O que significa e quais as implicações de implementar o princípio ‘ter mais acesso é mais importante que possiur’ no mercado voltado para a educação?” e “Qual a responsabilidade do mundo dos negócios em defender a garantia da educação como um direito social?”, mostra a importância não só de pensar em sistemas educacionais inovadores, mas também de encarar inovação como algo que vá além do dispositivo tecnológico e que deve ser construído de forma a empoderar os atores do ecossistema de educação.

 Clique aqui para conferir o estudo completo.

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 Sobre o CIEB:  É uma associação sem fins lucrativos criada para impulsionar uma transformação sistêmica, por meio da inovação e tecnologia, que promova maior equidade, qualidade e contemporaneidade na educação pública brasileira. Atua favorecendo o ambiente de inovação na educação e fortalecendo e promovendo a interação entre seus atores. Saiba mais em: http://www.cieb.net.br/

 Sobre o Instituto Educadigital: É uma organização sem fins lucrativos, referência mundial em projetos inovadores de uso pedagógico de tecnologias digitais, dentro e fora das escolas. Trabalha em parceria com escolas, organizações sociais, empresariais e governamentais na concepção, execução e desenvolvimento de projetos de formação de crianças, jovens e adultos. Saiba mais em: http://www.educadigital.org.br/